segunda-feira, março 10, 2008

Eu ainda ouço nossos mesmos sonhos

“Algumas belezas não morrem. Em geral só muito depois entendemos que um encontro não precisa durar anos para ser especial: ninguém, entregando-se numa relação amorosa, planeja fazê-lo com data marcada para partir. Mas o coração, o nosso imaginário, os nossos medos ancestrais, nos pregam peças e nos determinam mais do que gostaríamos.

O destino – ou seja lá qual o nome que lhe damos – se encarrega de, insidiosamente, separar o que parecia colado; desunir o que parecia um só; uma primeira impaciência, um pequeno desencanto, um olhar realista sobre o que parecia mágico... Muitos amores crescem com esse toque de realidade, mas alguns, destinados a outro caminho, começam a esboroar. Um bocejo de tédio, um olhar sobre o muro, e queremos ter asas.

Isso não significa a morte do que foi bom.

Um dia, quem sabe, quando de novo alguém se colocar a meu lado e mais uma vez for especial, ou quando a solidão parecer definitivamente estabelecida, aquela memória voltará a me fazer companhia olhando-me com os mesmo olhos com que eu a contemplo. Em algum espaço de tempo estivemos juntos, o meu amor perdido e eu, mas mesmo que estejamos distantes podemos continuar ouvindo, alguma vez, o compasso dos nossos mesmos sonhos.”


De uma Lya Luft pré Perdas e Ganhos e pré Veja, dizendo uma das verdades que me acompanha a vida e tem me visitado muito ultimamente :)

3 comentários:

Bamban disse...

Eu gosto dos seus textos mesmo quando não são seus. Pois até esses se parecem com algo saído de você.

Priscilla disse...

Que bom, que bom :)

Anônimo disse...

Adorei o post!

Já que estamos falando da arte de sonhar, dêem uma olhada neste video do youtube http://www.youtube.com/watch?v=hyaX3JgPLVk, ou acesse o site www.meus3desejos.com.br. Tenho certeza que vocês irão gostar.

Abs.