segunda-feira, agosto 27, 2007

Como curar feridas com estilo

Tenho ânsia de escrever rápido, tenho ganas de realizar teus desejos enquanto tua mensagem brilha – ainda não respondida – toda vez que abro minha caixa postal. Como a me avisar, como um sinal de que existem coisas que preciso resolver e que meu mundo de adolescente de 13 anos começa a ruir. O que te dizer, o que te dizer? O que você quer ouvir?

Apreender as palavras na ordem certa, hasta dominar a idéia central na forma correta, provocando a identificação sem soar lugar comum. Captar a jóia entre os grãos de areia. Trabalhar na lapidação, no tom, na melodia; tentar evitar os estrangeirismos, texto pedante, sei que não te importas. Quisiera escribir como hablo, todavia falo muito rápido e não há tempo para correções.

Há anos não tenho tanta gana de escrever, há anos não atravesso noites calejando os dedos dessa forma, como quem compõe cartas em requintada caligrafia. Penso em palavras como flores, flechas, armas, perfume, meios; no caminho de casa trabalho a frase exata, durante o banho elaboro parágrafos inspirados para que cheguem a ti – aunque no sepas nada desse meu mundo inverossímil.

Existem mil histórias que quero te contar. Mas primeiro preciso sobreviver.

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