terça-feira, março 28, 2006

Do demônio e outros amores

Aviso aos navegantes: o texto abaixo não é literatura, mas ao menos meu português é correto.

É extenuante saber que as pessoas insistem em se preocupar com problemas que não lhes concerne, não lhes dizem respeito. Falta aprender aquela liçãozinha básica de que existem dois tipos de problema: o MEU e o SEU.

Cansa minha parca beleza saber que tem gente tão pobre de espírito a ponto de se satisfazer com expectativas de vingança. Gente cujo lema de vida é aquele provérbio "vingança é um prato que se come frio" e blábláblás afins. Que passa mais tempo confabulando sobre o possível fracasso ou a desgraça alheia do que vivendo a própria vida.

Boçalidades (tem palavra mais asquerosa?). "O tempo dirá". Dirá pra quem? Pra você, que está aí no camarote, sua vida passando enquanto espera para ver a minha não dar certo? Torcendo contra? Ah, fala sério, eu vou é ser feliz. Mas isso não é algo facilmente suportável, a felicidade alheia, não é?

"O tempo é o senhor da razão", costumava argumentar um conhecido que vivia bêbado. Ninguém tem de provar nada pra ninguém, as coisas são como são, não importa o que os outros queiram e às vezes nem o que eu quero importa. As coisas são, tudo fica mais fácil com a aceitação. É um peso ser tanto incômodo (ironia, por favor). Pesa mais pra quem?

Quem gasta mais energia, afinal? Quem tem de atravessar a rua pra mudar de calçada ao me ver, quem se satisfaz com pouco esperando o mal alheio, quem vive de ilusão e torcendo pelo fracasso dos outros ou quem ta dando a cara a tapa pra vida?

Vingança é um dos sentimentos mais baixos que eu conheço. Vingança e inveja. E eu já namorei um cara invejoso e vingativo. Pode ter coisa mais mesquinha? E eu ainda achava que ele não tinha problemas sérios de caráter! Que coisa.

Um comentário:

Davidson disse...

Já ouviu 'Blues da Piedade'? É a vesão musicada desse post.